segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Palm TREO PRO, meu novo Gadget

Logo no lançamento eu já tinha passado uns momento com um Palm Tréo PRO, mas nas últimas semanas ele se tornou meu principal PDAPhone.


Resolvi fazer este review pois fiquei maravilhado com este aparelho. Peguei para usar por 15 dias e não penso em deixa-lo mais.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Manifesto Ciclista

por Fábio Veronesi

http://manifestociclista.wordpress.com/

Vários ciclistas são feridos e mortos todos os dias no trânsito de nossas cidades. A necessidade de combater esse fato é clara para quem respeita qualquer vida.

Mas não é de qualquer vida que falamos.

Percebam que todos tem necessidade de transportar-se cotidianamente. As atividades da vida – estudar, trabalhar, comprar, passear, etc. – exigem transporte. Transporte é uma necessidade básica da vida moderna tão importante quanto água encanada e eletricidade. Então, de uma forma ou de outra, todos vão ter que se transportar.

Em cima de uma bicicleta trafega uma pessoa que optou por utilizar energia própria para se transportar. Alguém que, pelo menos naquele momento, não está contribuindo com a grande obra da raça humana de transformar cotidianamente bilhões de litros de petróleo em toneladas de dióxido de carbono emitidas na atmosfera.

Essa pessoa está diminuindo os gastos com saúde pública porque combate a “falta de exercícios físicos regulares”, apontada como a principal causa dos males modernos, como infarto, derrame, diabetes, câncer, estresse, depressão, etc, etc., etc. O ciclista é alguém que coloca em prática a tão falada utilização da biomassa como fonte de energia, diminuindo estatísticas que apontam cerca de 40% da população com excesso de peso por ingerir muito mais energia do que gasta.

A pessoa que passa andando na rua de bicicleta é alguém que está fazendo bem ao mundo e a si mesma. Com esforço próprio combate a poluição e o aquecimento global na prática, sem discursos panfletários, sem levantar bandeiras, sem querer impor nada a ninguém, ela está contribuindo para melhorar o ar que todos respiram hoje e o clima do planeta para as futuras gerações.

Diante desse entendimento percebe-se o quanto é inconcebível que um outro ser humano, num automóvel, simplesmente atropele um ciclista. Recentemente acompanhei de perto um caso em que um caminhão ao ultrapassar uma bicicleta encostou com a roda da frente no guidão, derrubando a ciclista – uma jovem de 23 anos – e passou por cima dela com a roda de trás, resultando em morte instantânea. É um absurdo!

Mas, atenção motoristas! isso não é uma declaração de guerra. Pelo contrário: é de paz! Porque a idéia é que todo mundo possa deixar seu carro em casa quando sentir vontade e possa andar de bicicleta sem colocar sua vida em risco. Também acredito, como ciclista, que nenhum motorista quer nos atropelar. Então o que há de errado? Por que isso, infelizmente, acontece diariamente?

A resposta exige que paremos para pensar um pouco. A quem interessa uma política e uma cultura que prioriza as vias de transporte para veículos automotores? Qual será a influência da indústria automobilística nas decisões dos governos e conseqüente direcionamento de recursos para infraestrutura que atende a nossa necessidade de transporte? E no inconsciente coletivo das pessoas? Já parou para pensar que desde sua infância, quando você começou a assistir televisão na sua vida, você vê todos os dias uma propaganda de carro? Que a idéia de que “quanto mais for feito pelo automóvel, melhor” é um consenso forçado pela mídia e pelas instituições financeiras, alegando que a economia do país irá parar se a indústria automobilística diminuir sua sempre crescente demanda de consumo?

Com propostas simples e baratas pode-se aumentar consideravelmente as condições de segurança do ciclista e se promover o incentivo ao uso da bicicleta, como a construção e reforma de acostamentos, instalação de placas de sinalização, criação de ciclofaixas e ciclovias, construção de bicicletários em terminais de ônibus, trem e metrô, campanha publicitária de conscientização de motoristas de ônibus e caminhões, etc.

Pesquisas indicam que oitenta por cento dos percursos feitos no transporte de pessoas por veículos automotores dentro das grandes cidades são, em média, de menos de sete quilômetros. Um ciclista amador, sem muito preparo físico, percorre essa distância no máximo em meia hora. Ou seja, a imensa maioria das pessoas pode prover seu transporte diário utilizando somente a bicicleta, gastando de uma hora à uma hora e meia de seu tempo por dia. Centenas de pessoas já gastam essa energia em academias de ginástica, andando em esteiras ou pedalando em bicicletas ergométricas! Milhares de pessoas já perdem esse tempo presas em seus automóveis enfrentando engarrafamentos.

Será que existe algum temor dos governos ou das indústrias automobilísticas em se implantar uma eficaz política de utilização da bicicleta como meio de transporte cotidiano? Será que é por isso que não se sensibilizam com os acidentes, que não se cria uma jurisprudência de punição aos casos de atropelamento, que, apesar de sempre reafirmarem o discurso de favorecimento às massas menos privilegiadas, os políticos não efetuam obras mínimas que iriam beneficiar principalmente os que tem poucos recursos e querem se transportar da maneira mais econômica que existe, sem depender de ninguém? Será que só quem tem carro pode ter a sensação de valorização que sente quem sai da porta de sua casa e chega na porta de seu destino utilizando meio de transporte próprio? Será que só os que dinheiro suficiente para comprar carros de grande valor podem se sentir dignificados pelo fato de andar nas ruas com um veículo próprio que todos admiram e respeitam? Será que a bicicleta não seria uma ótima opção para os pais irem buscar seus filhos na escola, melhorando o trânsito na frente das escolas e aproximando pais e filhos pelo prazer de andar de bicicleta? E para ir de casa para o trabalho, para escola ou para fazer compras?

A bicicleta não atrapalha o automóvel na ocupação de espaço nas ruas e avenidas. Pelo contrário. Lembrando que de uma forma ou de outra todos tem que se transportar, conclui-se que cada motorista que deixa seu carro em casa e sai de bicicleta abre espaço nas ruas, tanto quanto é a diferença entre o espaço que ocupa um automóvel e uma bicicleta. Se centenas, milhares de pessoas fizerem essa opção, o espaço aberto será enorme, muito maior do que aquele que se consegue gastando fortunas do dinheiro público com ampliações de avenidas e construção de elevados. Considerando-se as pessoas que não tem automóvel e decidem trocar a humilhação a que o transporte coletivo as submete pela dignidade de se auto-transportar de bicicleta, seria razoável afirmar (supondo a média diária de passageiros por viagem e o fato de muitas pessoas utilizarem duas conduções para chegar a seus destinos) que a cada trinta pessoas que fizerem essa opção se tornará desnecessária a circulação de um ônibus. Podemos considerar ainda, o enorme ganho de espaço gasto nas ruas com o estacionamento dos automóveis que ficariam em suas garagens.

Assim como acontece com o espaço na malha viária, a bicicleta não concorre com o automóvel na ocupação de espaço no mercado consumidor, prejudicando a economia. Pelo contrário. O incentivo ao uso da bicicleta abre um novo e promissor mercado de trabalho, na indústria, no comércio e nas microempresas caseiras abertas como oficinas de manutenção.

O automóvel é uma invenção humana maravilhosa que sempre vai ter seu lugar e sua necessidade. Se você tem condições de comprar e manter um automóvel, ótimo! Mas, que tal poder sair de casa de bicicleta um dia ou outro? Ou saber que seu filho pode andar de bicicleta pelas ruas sem correr perigo de vida? Que tal economizar um pouco dos gastos mensais com combustível, fazer bem à própria saúde e preservar seu automóvel? Está com preguiça de andar de bicicleta hoje? Ótimo, vá de automóvel! E se houverem vários ciclistas nas ruas, o trânsito estará, sem dúvida, melhor para você trafegar com seu veículo.

E mesmo que não seja o caso de economizar. Vamos supor que você seja uma das pouquíssimas pessoas que tem recursos para comprar e manter um, dois, três automóveis. Ótimo! Parabéns para você. Isso sem dúvida é resultado de esforço seu ou das pessoas próximas a você. Mas, as condições financeiras que permitem essa posse também permitem um maior desenvolvimento da capacidade de reflexão e visão do mundo e dos motivos que o levam a estar como está. Permite perceber, por exemplo, que a Guerra do Iraque está totalmente associada ao petróleo. Que o poder que o petróleo tem é dado por nós quando o consumimos e quanto mais o consumimos mais poder ele tem. Que o petróleo é um recurso natural finito, demorou milhares de anos para maturar-se no subsolo e estamos consumindo-o desenfreadamente, pouco nos importando com as próximas gerações, nem em termos da sua sobrevivência energética, nem em termos das condições ecológicas que preparamos para elas. Que estamos, com isso, imitando e obedecendo diretrizes de consumo, não só de petróleo como de tudo mais, impostas pela mesma linha ideológica que não assina o Protocolo de Kyoto para não diminuir a marcha sempre crescente da sua economia. Acho difícil para uma pessoa esclarecida não perceber que, no fim das contas, quem está sendo consumido compulsivamente é o próprio Planeta Terra. Respeitar o ciclista que anda nas ruas significa associar-se a ele na luta contra tudo isso. Nesta revolução não é necessário que todos andem de bicicleta, mas é necessário que todos contribuam para melhorar as condições de segurança de quem quer andar de bicicleta.

Há pessoas que andam de bicicleta por falta de opção financeira e há pessoas que andam de bicicleta por absoluta opção ideológica! A questão é de mudança cultural, revolução de costumes. Não é mais tempo de pegar-se em armas para fazer revolução. Ninguém quer ver a si, aos amigos ou parentes, preso, morto, sumido ou torturado. O que fazer, então, se a necessidade de fazer alguma coisa contra esse estado de coisas nasce clara na alma das pessoas, principalmente dos jovens, que não tendo como dar vazão a essa ânsia, transformam-se em rebeldes, direcionando sua revolta para o vandalismo e o banditismo? A bicicleta é uma revolução social, econômica, política e ideológica possível aqui e agora!

Quando vejo nas grandes avenidas das grandes metrópoles, centenas de automóveis indo na mesma direção, a grande maioria com apenas um ser humano dentro, com sua atenção tomada pela responsabilidade de dirigir, caminhando lado a lado com outros seres humanos hermeticamente isolados uns dos outros dentro de suas “caixinhas” móveis sem se comunicar, penso no quanto isso poderia ser diferente. Existem tantas outras possibilidades mais interessantes, mais socializantes, mais prazerosas, mais econômicas e menos poluidoras para atender a necessidade humana de transporte. Se tivéssemos dado prioridade a um sistema de transporte coletivo bom, confortável e de preço razoável, poderíamos ter direcionado os recursos gastos na construção e manutenção da imensa malha asfáltica para a construção de uma imensa malha ferroviária e metroviária. Mas, infelizmente, estamos no mundo do “se”, quando falamos de transporte coletivo decente. Temos, então, que usar de criatividade para acharmos uma opção de transporte mais prazerosa, socializante, econômica e menos poluente com as condições que temos! Temos o que temos e não adianta apontar o dedo sempre para o “sistema”. A bicicleta é uma possibilidade real de começarmos a agir já! Já existe legislação, já existem ruas, avenidas e estradas, já existem bicicletas e já existe a necessidade urgente de fazermos alguma coisa para melhorar as condições de vida humana neste planeta para nós e para as futuras gerações.

A bicicleta é um invento da mesma geração que inventou o automóvel. Ambos veículos desenvolveram suas tecnologias ao longo do séc. XX. A principal diferença entre eles é a questão energética, no que diz respeito ao rendimento dessas máquinas e na sua fonte de energia.

Cerca de 85% da energia consumida por um automóvel é gasta para transportar a ele mesmo.

Durante milhões de anos o ser humano foi desenvolvendo e aprimorando a capacidade de se equilibrar e deslocar sobre dois apoios, até se tornar o animal de maior rendimento no ato de deslocar-se sobre a superfície terrestre. Andando o ser humano se espalhou pelos quatro cantos do mundo. É óbvio que não somos os que atingem maior velocidade, mas somos os animais que menos gastam energia – andando gastamos somente 0,75 calorias por grama de peso por quilômetro percorrido, num tempo médio de dez minutos. A bicicleta é uma invenção que utiliza esse movimento humano típico e superespecializado de empurrar o chão para baixo e para trás, a que chamamos “andar”, para gerar energia em um veículo de transporte. Andando de bicicleta o ser humano se torna o animal de maior rendimento e desempenho, atingindo índices inimagináveis para qualquer outra máquina ou estrutura biológica – gastamos somente 0,15 calorias por grama de peso por quilômetro percorrido, o que fazemos num tempo médio de 3 minutos. Um casamento perfeito entre biologia e tecnologia.

Na bicicleta dependemos de energia própria, não há, portanto, concorrência entre as pessoas que buscam transportar-se, pelo contrário, ao nos unirmos com outros seres humanos ganhamos incentivo para ir mais longe.

O automóvel depende de energia externa, limitada e não-renovável, o que gera concorrência entre os que dela dependem. O automóvel é um dos melhores símbolos físicos da ideologia capitalista. Os slogans de suas propagandas trabalham sempre com termos como mais potente, mais veloz, maior em sua categoria, mais econômico, mais bonito, mais robusto, mais confortável, etc., etc., etc.

A modernidade diminuiu o tempo de comunicação e de transporte. Criou-se uma falsa ilusão de que esse movimento tem que ser sempre crescente para ser melhor. Estamos nos entupindo com veículos velozes que não tem espaço para andar. Chegamos a um ponto em que um veículo menor em tamanho e velocidade, como a bicicleta, tem melhores condições de se locomover e gasta menos tempo. Os chamados “desafios intermodais” que ocorrem em todo mundo – experiências onde várias pessoas partem de um ponto da cidade com objetivo de chegar a outro, utilizando diferentes formas de tansporte: automóvel, bicicleta, motocicleta, ônibus e até helicóptero (como nos desafios intermodais de grandes cidades como São Paulo). Os resultados dessas experiências comprovam o que já salta aos olhos de todos – invariavelmente a bicicleta chega em primeiro ou em segundo lugar.

Poucos sabem ou se lembram que o código brasileiro de trânsito, assim como a maioria das legislações sobre o trânsito no mundo todo, determina que o automóvel dê preferência à bicicleta nas ruas e avenidas. Ou que a distância mínima, prevista pela lei, para ultrapassar uma bicicleta é de 1,5 metros e caso não haja condições de ultrapassagem respeitando essa distância mínima, o automóvel deve aguardar, pois a bicicleta não pára o trânsito, ela é o próprio trânsito naquele momento. Na grande maioria das ruas a bicicleta trafega em velocidade acima da mínima legalmente permitida para os próprios automóveis (que é a metade da máxima apontada nas placas). Quero dizer com isso que as condições legais para utilização da bicicleta já estão garantidas. Trata-se mais de começarmos a respeitá-las, de criarmos uma cultura onde a bicicleta tenha seu espaço assegurado, do que ficar lutando contra governos ou esperando soluções dadas por alguém externo a nós.

Agora, que não se iludam os que querem começar a utilizar a bicicleta para transportar-se: vão entrar numa guerra! Uma guerra que já está sendo travada nas ruas e que deixa centenas de mortos e feridos todos os dias. Não uma guerra contra os motoristas e os automóveis (repito), mas uma guerra contra uma ideologia. Andar de bicicleta é lutar contra um sistema que associa respeito a posse e exibição. Lutar através de atitude própria, pela ação direta, cotidiana, pelo ato de pedalar em si, pela força da humildade num mundo de ostentação.

Como em toda guerra, a sobrevivência depende das estratégias que elaboramos. O ciclista deve se equipar com tudo que possa diminuir a possibilidade de acidentes e que esteja ao seu alcance providenciar: espelho retrovisor, reflexivos e iluminação pisca-pisca para noite, capacete, buzina, etc. Não adianta bater de frente com os automóveis, mas sim ocupar o espaço que é do ciclista, porque ele existe e é um direito seu ocupá-lo. O ciclista também paga os impostos que construíram e que fazem a manutenção da malha asfáltica.

O ritmo frenético do trânsito nas grandes cidades é mais uma mania do que uma necessidade. Uma mania que acaba custando muito mais, em acidentes e no estresse que gera, do que o pouco tempo que se economiza com isso. O aumento da circulação de bicicletas nas ruas pode baixar um pouco esse ritmo alucinante que está a serviço de quem associa tempo a dinheiro e não à vida. Cabe a bicicleta trazer mais humanidade ao trânsito, andar numa velocidade em que se possa ver as pessoas e as coisas do mundo, sem tratá-las como externas a nós.

A luta do ciclista é contra a ideologia que dá prioridade máxima ao automóvel – a locomotiva histórica do sistema capitalista. Mas, apesar de estarmos lutando contra um sistema econômicossocial, são as pessoas, influenciadas pela educação e adaptação ao modo de pensar desse sistema que tomam as atitudes cotidianas que enfrentamos no trânsito. De certa forma, não existe esse tal “sistema”. Ou seja, ele existe através das atitudes das pessoas. A ideologia do sistema, o conjunto de idéias compartilhadas, é imposto pela educação e depois é mantido como verdade aceita através de muita propaganda. Mas… como tratam-se de atitudes pessoais, de individualidades representando o sistema, de seres humanos repetindo padrões de conduta, esse sistema pode ser modificado também por atitudes, pelo exemplo contrário ao estabelecido.

Os ciclistas que enfrentam hoje o trânsito das cidades são pioneiros abrindo o espaço para o futuro. Foi-se o tempo em que a atitude revolucionária em termos de transporte era representada por lambretas e motos. Hoje todos sabem que uma moto polui mais que um carro, porque as motos não tem catalizador em seus escapamentos. Também hoje todos sabem que a moto é disparadamente a que mais provoca e se envolve em acidentes de trânsito, várias estatísticas apontam esse fato. A questão é: que tipo de influência, então, a moto tem tido em nossa cultura de trânsito? Que liderança ela exerce? Para onde ela puxa o movimento coletivo? Uma pitada de ideologia socialista sobre a questão nos faz enxergar que a segurança no trânsito é responsabilidade de todos que trafegam pelas ruas e avenidas, é algo que construímos juntos (ou não! – e nos acidentamos), a prevenção de acidentes cabe a todos e não à uma instituição chamada Polícia Rodoviária. Se o acidente nos prejudica, então tomemos em nossas mãos a responsabilidade de evitá-lo. Nesse ponto, como ciclista, quero pedir também aos motociclistas que sejam mais atentos à nos, que nos considerem mais, ajudem em nossa segurança, principalmente relativo a dois pontos que acontecem cotidianamente nas ruas – Primeiro: não ultrapassar um carro quando ele estiver ultrapassando uma bicicleta, porque isso geralmente provoca uma prensa na bicicleta – a moto estreita o espaço pela esquerda e acaba sobrando para a bicicleta que vem pela direita. Segundo: respeitar a bicicleta que ultrapassa os carros pela esquerda ou que usa o corredor entre carros parados, assim como as motos – não custa nada a moto só por um momento diminuir um pouco sua velocidade e esperar a bicicleta retornar para direita.

A revolução ciclista está associada a saúde e juventude, indiferentemente da idade. A melhor estratégia para essa luta é conseguir mostrar o quanto é bom andar de bicicleta. Criar uma irmandade entre todas as pessoas que andam de bicicleta. Ciclistas devem se cumprimentar quando se cruzam nas ruas, deixar extravazar o prazer que estão sentindo invadidos por endorfinas criadas pelo esforço físico e pelo andar numa velocidade em que se pode admirar a paisagem e as pessoas. A revolução ciclista é lúdica! A bicicleta é um brinquedo de criança que se transforma em prazer e opção de transporte para o adulto.

Existem muitos motoristas e muitos momentos propícios ao descuido com a bicicleta no trânsito, à sua não consideração. E basta um momento desses para levar a vida do ciclista embora. Sendo assim, o cuidado do ciclista consigo mesmo, deverá ser maior do que o normal. Porque é normal um automóvel entrar à direita e fechar a passagem da bicicleta; é normal um motorista se irritar por não conseguir ultrapassar rapidamente um ciclista; é normal muitos motoristas em muitos momentos cotidianos, estarem distraídos no trânsito e nem enxergarem a bicicleta.

O desejo de maior cuidado do ciclista consigo mesmo se alimenta do aumento de sua autoestima ao estar pedalando. Ele deve se lembrar que é um revolucionário revolucionando a cada volta das rodas de sua bicicleta sobre o chão, os costumes e as atitudes, no sentido de construir um planeta melhor para as futuras gerações. Quem deve ter a maior consciência ideológica, ter orgulho de si e certeza da força de sua ação é, em primeiro lugar, o próprio ciclista.

Pelo código de trânsito, o lugar do ciclista é na mesma mão dos automóveis, à direita, procurando ceder espaço para ser facilmente ultrapassado. É exatamente essa a estratégia de ocupação do terreno: pelas beiradas do sistema estabelecido. Não importa a aparente desvalorização que esse lugar possa parecer ter no universo de potência e velocidade promovido pelas indústrias automobilísticas. Transportar-se movido por energia própria abre a possibilidade de satisfação pessoal fora da ostentação material e da competição. Também é lugar do ciclista o centro da pista ao perceber-se em velocidade equivalente à do fluxo de trânsito. E, finalmente, é lugar do ciclista ficar à esquerda dos automóveis ao ultrapassá-los – cena cada vez mais comum em engarrafamentos, além de ser o lugar certo de quem ultrapassa, evita ser pego por uma porta aberta de repente por um passageiro que vá descer.

Os automóveis devem dar preferência para o ciclista, não só porque isso está previsto no código, mas pela compreensão de que o ciclista gasta energia física e cada vez que se vê obrigado a parar, perde toda energia que gastou para chegar até aquela velocidade em que estava trafegando. As bicicletas devem ser ultrapassadas a uma distância segura, não só porque isso está previsto no código, mas porque seu movimento é oscilatório. Se o ciclista tentar andar em linha reta ele cai. A oscilação é intrínseca ao equilíbrio em duas rodas, quanto menor a velocidade maior a oscilação, exatamente como ocorre com o giro de um peão. Respeitar a distância de ultrapassagem é fundamental quando se entende que ao mais leve toque de um automóvel, o ciclista perde o equilíbrio e as conseqüências podem ser fatais. O motorista deve ter calma para ultrapassar um ciclista que trafega à sua frente porque o ciclista não está parado, mas andando em velocidade menor. E sempre haverá um veículo à frente trafegando em velocidades menores, sejam caminhões, ônibus ou carros e se o motorista for ter um colapso nervoso cada vez que alguma coisa diminui sua marcha ou que gasta um pouco de tempo para ultrapassar de forma segura, ele vai acabar louco!

Lugar de bicicleta não é na calçada, como pensam equivocadamente algumas pessoas. Calçada é para pedestres. Lugar de bicicleta é na rua! As ruas e avenidas, cobertas de asfalto – subproduto de petróleo, são o palco da revolução ciclista. As bicicletas podem e devem ocupar as ruas e avenidas, quanto mais melhor. As bicicletas podem e devem ocupar as estradas, quanto mais melhor. Existem milhares de jovens cheios de energia, com muito desejo de viajar, conhecer lugares, mas sem viabilidade financeira para tal. Retirados os custos de transporte e estadia sobram basicamente os de alimentação diária que existem estejamos onde for. Pensem na mistura desses ingredientes: bicicleta, com bagageiro e alforjes (ou mochilas velhas amarradas), barraca, saco de dormir, um kit de manutenção básica (que cobre 90% das encrencas que podem ocorrer) com câmera de pneu, bomba, um pequeno jogo de ferramentas, uma corrente e óleo lubrificante, um mês de férias e um grupo de amigos! Uma viagem de bicicleta, onde percorremos cerca de 100 Km por dia, que permite montar um roteiro interessante em todas as direções que se deseje ir, pode ser cumprido numa média diária de 5 horas pedalando por qualquer ciclista amador que ande de bicicleta nos fins de semana ou já esteja pedalando pela cidade há algum tempo. Manter uma velocidade média de 20 Km/h numa estrada asfaltada, não requer grande esforço e é considerada bem baixa por quem viaja sempre de bicicleta. O condicionamento físico vai crescendo, junto com o prazer, na própria viagem. Na verdade numa viagem assim não se priorizam as metas de distância, fica-se onde quiser, por quanto tempo for. Andando de bicicleta, a velocidade permite admirar detalhes da paisagem que são perdidos por quem viaja de carro. Viajar de bicicleta é delicioso! E atenção comerciantes de pequenas cidades e de beira de estrada de todo Brasil, viajar de bicicleta dá uma fome! E mais: deu qualquer problema, deu preguiça, acabaram as férias e você está a centenas de quilômetros de casa? – basta pegar um ônibus e colocar a bicicleta no bagageiro. Quando chegar em sua cidade, já tem condução própria da rodoviária até sua casa.

É importante destacar que a maioria das pessoas acha que o problema de segurança da bicicleta se resolve com a construção de ciclovias. Acontece, porém, que apesar de serem muito bem vindas (principalmente para servir de espaço seguro para os novos ciclistas adquirirem preparo físico, o que ajuda muito no enfrentamento do trânsito nas ruas) por serem oásis de tranqüilidade, não são somente ciclovias que queremos! Porque toda ciclovia sempre acaba numa rua e, se não houver uma cultura de convivência pacífica entre bicicletas e veículos automotores, vai ser ali, na rua, que o acidente vai acontecer. Não são somente ciclovias que queremos porque não podemos e não precisamos esperar a boa vontade de governos que estão submissos à força econômica da indústria automobilística para iniciarmos nossa revolução cotidiana. Não precisamos!

Cerca de 20% da população tem a possibilidade de comprar e manter automóveis, mas 100% da população é afetada pelo direcionamento da arquitetura urbana para priorização do trânsito de automóveis e todos pagam os impostos que constroem as vias por onde eles transitam. A bicicleta é uma forma de democratizar a malha asfáltica, diminuir essa diferença.

A experiência européia, onde se encontram os países que tem o maior número de ciclovias do mundo, nos mostra que a construção de ciclovias não diminuiu muito o número de acidentes entre automóveis e ciclistas que acontecem nas ruas.

A experiência da China, onde se encontra o maior número de bicicletas andando nas ruas e onde o índice proporcional de acidentes entre automóveis e bicicletas é o menor do mundo, nos prova que não só a convivência harmoniosa nas ruas é possível como faz muito bem para economia de um país. Mostra também que num país onde muitos andam de bicicleta o mercado de automóveis se mantém aquecido.

Da China veio o conceito de “Massa Crítica”. Nasceu da observação de um fenômeno que ocorre com o fluxo das bicicletas nos cruzamentos. Ao chegar a um cruzamento, caso o fluxo esteja aberto para via que se deseja entrar, a bicicleta que chega, pára e espera. Outras bicicletas vão chegando e parando, formando uma massa de espera. Quando essa massa atinge um ponto crítico, ou seja, quando o volume de bicicletas paradas supera as que estão em trânsito, a “massa crítica” formada invade a via principal e estabelece uma nova ordem de fluxo. Quando a massa formada pelas bicicletas que vinham no outro sentido e passaram a esperar, chega também ao seu ponto crítico, inverte novamente a ordem de fluxo. E assim por diante. Esse fenômeno é auto-gerido, acontece naturalmente.

Transcendendo o conceito, o termo “Massa Crítica” ou “Critical Mass” dá hoje nome ao movimento mundial que busca unir a força de todos os ciclistas na formação de uma grande massa crítica (acrescendo ao significado: pessoas com opinião crítica sobre a situação gerada pelo consumo alucinante de petróleo) que está invadindo naturalmente as ruas do mundo inteiro.

O movimento de formação da Massa Crítica é, até que enfim, a esperança de um mundo melhor construído com ações diretas. O resgate do orgulho pessoal de estar fazendo algo concreto contra o sistema capitalista, mas sem gerar violência. Enfim, uma possibilidade real de revolução social se concretizando a cada revolução da roda de uma bicicleta. A opção possível de transformar a revolta contra o aquecimento global e a devastação consumista do nosso planeta em atitude, saúde e prazer.

A bicicleta é, sem dúvida, o veículo do séc. XXI. Nós só estamos no começo dessa história.

Cópia livre desde que respeitada a autoria. Não permito alterações do conteúdo ou uso para derivar outras obras. Comercialização só com minha prévia autorização.
Obra registrada na Creative Commons by Fabio Veronesi

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sábado, 26 de setembro de 2009

Fotos do espaço gastando menos de US$150

Estávamos navegando na internet quando vimos no Gizmodo a noticia que foi impressionante e certamente colocou muitos pra sonhar.

Com o incrível orçamento de US$148, dois estudantes do MIT, Justin Lee e Oliver Yeh fotografaram a terra do espaço com muito sucesso.




Eles sempre sonharam em ver a terra do espaço, e num momento de inspiração deram início ao projeto Icarus, com um método impressionante com materiais simples e fáceis de encontrar.
Eles sabiam que precisavam atingir uma altitude acima de 30Km para conseguir fotografar a curvatura da Terra e a temperatura seria em torno de -55ºC e o mais importante, não poderia ultrapassar o peso máximo de 2Kg para não precisar da autorização da FAA (Federal Aviation Administration).

Com estas informações eles construíram seu dispositivo fotográfico, sem muito trabalho, sem muitas modificações no material comprado e com isso obtiveram fotos impressionantes.

O principal material adquirido por eles foi:
  • Balão de látex de 300g;
  • Hélio para inflar o balão;
  • Uma caixa de térmica de Isopor
  • Aquecedor de mãos
  • Canon A470 com cartão de 8GB
  • Motorola i290 que possui GPS e envia por SMS sua localização com uma antena externa.




Montaram a câmera na caixa térmica, colocaram o aquecedor de mãos dentro da caixa e o celular para que o equipamento eletrônico não falhasse e o celular serviria para localizarem onde cairia o equipamento quando caísse.
O equipamento pesou em torno de 800g atingindo uma altitude de 28Km e depois pousou cerca de 30Km do local do lançamento.

As imagens coletadas são incríveis, e no site deles tem além das fotos muitas informações e até o relato do lançamento.

Confiram:
Fotos no site Gizmodo

Site do projeto : http://space.1337arts.com/

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Bluetooth o grande unificador

O nome Bluetooth é uma homenagem ao soberano viking do século 10, Harald Blåtand - em inglês Harold Bluetooth (em dinamarquês significa de tez escura). Blåtand foi rei da Dinamarca e Noruega ficou conhecido por unir Dinamarca, Noruega e Suécia em um único reino, além de adotar o cristianismo como sua religião oficial.

Acabou morto em batalha, lutando contra seu filho Sweyn, que o sucedeu no trono. Ainda, o logotipo do Bluetooth é a união das runas nórdicas (Hagall) e (Berkanan) correspondentes às letras H e B no alfabeto latino


Em 1998 a Ericsson iniciou o projeto desta tecnologia deu a ela o nome do unificador nórdico, na esperança de criar um padrão único para comunicação sem fio entre aparelhos de diversas marcas. Juntou-se a ela a IBM, Toshiba e Nokia e formaram um consórcio com o propósito da especificação aberta. Em 1999 juntaram-se a elas a 3COM, Lucent, Microsoft e Motorola, criando o Bluetooth Special Interest Group (SIG), atraindo em seguida o resto da indústria.



Até dezembro de 2007 o SIG era composto por mais de 9000 companhias O chip Bluetooth é um transmissor e receptor de rádio em miniatura. Ele trabalha numa faixa de freqüência ISM (Industrial, Scientific, Medical) centrada em 2,45 gigahertz, que também é usada por outros aparelhos, como babás eletrônicas e controles de garagens automáticas. Para evitar interferências, o padrão Bluetooth combina criatividade com alta tecnologia. A faixa de freqüência inicial é subdividida em 79 segmentos menores. Os chips alternam a comunicação nesses segmentos 1.600 vezes por segundo. Assim, mesmo que o sinal de uma babá eletrônica entre no caminho, a rápida alteração logo encontra uma pequena faixa de freqüência livre para a troca de dados continuar sem maiores problemas. Quando dois ou mais aparelhos são emparelhados, formam uma pequena rede local sem fio, conhecida como piconet. Cada piconet pode ter até oito aparelhos conectados, sendo um deles o principal, ao qual cabe a coordenação de toda essa comunicação sem fio, pulando de uma freqüência para a outra milhares de vezes por segundo. Ao adquirir aparelhos Bluetooth, é importante verificar se eles são da mesma versão. Ainda que, teoricamente, os aparelhos mais novos tenham que conversar com os mais velhos, às vezes isso não acontece.

Um breve histórico da Tecnologia Bluetooth:
http://www.bluetooth.com/Bluetooth/SIG/History_of_the_SIG.htm

Links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bluetooth
https://www.bluetooth.org

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Casa de Cinema - a casa dos (meus) sonhos

Este Post fiz originalmente para o Blog Building Art


Curtindo a Vida Adoidado...


Passeando pelo site
Gizmodo.Com me deparei com o anuncio que estão vendendo a casa dos sonhos (meus sonhos).

Está a venda a a casa do Cameron Frye do "Curtindo a Vida Adoidado" (Ferris Bueller's Day Off, 1986).


Acredito que todos que estejam com uns 25 anos já assistiram este filme. Eu mesmo assisti umas 10 vezes, e é nesta casa aparece a Ferrari que eles derrubam do penhasco. Este filme é um ícone da juventude

A Casa "THE BEN ROSE HOME" - 370 Beech Street Highland Park, IL 60035 - custa hoje US$2.300.000 ou US$99.667 por mês de aluguel.

A Casa é linda, e no Site da Sotherbys da pra fazer um tour virtual.

Muito vidro, Aço, Alumínio em um design "Clean" e confortável. Projetada na década de 50 pelos designers A. James Speyer e David Haid que foram muito felizes no projeto integrando a casa ao ambiente que ela se encontra, com muita vegetação, água e com a natureza quase intocada.

Vou por aqui sonhando com esta casa ou uma assim...

Características

  • Ano de Construção: 1953
  • Área total do terreno de 3Mil m²
  • Nas margens do Lago Michigan
  • Aproximadamente 500m² de área construida
  • 4 Quartos Suites
  • 4 Banheiros completos
  • 8 Cômodos
  • Aproximadamente 500m²
  • Estilo contemporâneo
  • Suite Master com 6x5m
  • Sala de visitas com 12x8m
  • Sala de estar com 13x11m
  • Sala de jantar
  • Sistema anti-incendio
  • Ar-condicionado central


Links: Sothebys Realty
Links: REALTOR.com
Link: Gizmo

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

A Pedra de Roseta

Não se todos aqui já pensaram sobre coincidências. Eu não acredito, mas caso alguém acredite, ai vai uma grande "coincidência".

Estava lendo um livro na biblioteca e dado momento um fato me chamou a atenção.. a História da Pedra de Roseta.


Um aluno muito aplicado na escola, ainda muito jovem foi passear num Museu como prêmio por sua dedicação nos estudos, e ficou intrigado com as peças Egípcias, e perguntou a um de seus acompanhantes Napoleão Bonaparte, "ninguém sabe o que está escrito ai?" e este ple respondeu, não... é impossível saber.

Este aluno então resolveu que ele tinha que saber. Ele queria decifrar o que estava escrito naqueles desenhos confusos.

Então o Jovem foi estudar. Muito novo ainda, com 20 anos ja dominava diversas linguas... latim, grego, hebreu, amárico, sânscrito, avestan, pahlavi, árabe, siríaco, caldeu, persa e chinês, sem contar o francês.

Ai, o exército daquele mesmo Napoleão, achou em Roseta uma pedra com muitos desenhos interessantes e levou para Paris. Para a universidade para depois ir para o Museu.
Esta pedra, a qual recebeu o nome de Pedra de Roseta, passeou por Universidades e foi cedida para estudos na Inglaterra, onde notaram que ela tinha alguma coisa escrita em mais de um idioma. Estudaram, estudaram e nada.... por 20 anos... algum pouco pregresse.

Alguns anos depois (20 anos)... esta pedra descartada dos estudos volta pra França e meramente ao acaso cai nas mão de um estudioso em linguas, Jean-François Champollion, aquele mesmo garoto que em um Museu ficou intrigado com a escrita egipcia e decidiu que um dia ele iria desvendar tudo aquilo.

E em pouco tempo, meros 2 anos (dois anos !!!) Champollion já tinha desvendado o mistério, dando inicio ao estudo da egptologia.

Alguém ainda acredita em Coincidência???

Mais informações eim: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedra_da_Roseta


Obs1: O Livro que eu estava lendo, pra mim é o segundo livro de maior importância para a Humanidade que também tem a série de TV e posteriormente lançada em VHS que passou na TV nos anos 80. Acho que deveria ser obrigatório o estudo do Cosmos em todas as instituições de ensino:
Cosmos - Carl Sagan: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

As 3 leis da Robótica e os 10 Mandamentos

Quando estava na sétima série do ginásio, minha professora de língua portuguesa me apresentou Isaac Asimov e o mundo da Ficção Científica.
No lugar de lêr Machado de Assis ou algo assim, ela passou para lermos o livro Fundação (trilogia) do Asimov. Eu pirei.
Me abri para um mundo que até então eu não havia pensado nunca. foi como tomar a pílula em Matrix.


Depois de Fundação li "O Homem Bi-centenário", depois "Eu Robô", e por ai foi. Lí quase todos livros dele. Todos sobre os Robôs. Em outro post comento alguns que acho que foram fundamentais para meu crescimento.

Mas o que eu quero comentareste post é algo que me abriu os olhos para a importância da Igreja católica e seus 10 mandamentos.

As Leis da Robótica.

Não me lembro em qual livro foi, mas em dado momento apareceram as 3 leis da Robótica:
1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.
3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

Depois destas, em outro livro, pra resolver alguns conflitos é enunciada a Lei Zero da Robótica:

Lei Zero: um robô não pode fazer mal à humanidade e nem, por inação, permitir que ela sofra algum mal. Desse modo, o bem da humanidade é primordial ao dos indivíduos.

Estas Leis foram implantadas pelos humanos nos Robôs e servem como freios para que os Robôs não façam mal nem aos humanos nem a si próprios.
Apesar das Leis implantadas impedirem que os Robôs ignorem estas leis, alguns robôs de alguma forma ignoraram, ou interpretaram de forma diferente estas leis, e assim fizeram mal a outros Robôs e aos humanos e assim tiveram que ser punidos.


Depois de ler estes livros que me veio o motivo dos 10 mandamentos.

Um freio implantado nas pessoas para que ela vivessem em comunidade, mas sem deixar que seus instintos mais primitivos tomassem conta destas pessoas. As "Leis de Deus" para os Humanos.
Seguindo os 10 mandamentos, as pessoas conseguiriam viver em sociedade sem conflitos, sem precisar de mais nenhuma lei.

Mas assim como nos Robôs, muitos humanos começaram a ignorar estes mandamentos. E pra isso tiveram que ser criadas as Leis dos Humanos, que ai só piora tudo pois segue o interesse de cada um da forma mais egoísta possível.

Não seria muito bom se precisássemos e seguíssemos apenas as "Leis de Deus"??? O mundo não seria bem melhor???


1°AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
2°NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO
3°GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA
4°HONRAR PAI E MÃE
5°NÃO MATAR
6°NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
7°NÃO ROUBAR
8°NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO
9°NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO
10°NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS

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